15 de jul. de 2008

O BEIJO QUE NÃO ME DESTE











O beijo que não me deste


esperava
pedia
implorava
sofria
pois um dia
negaste um beijo
e jamais
mudaste de idéia
era beijo
de amizade
na bochecha
um selinho
pois na boca
não ousava
ai! o beijo!
que não deste
parecia
que doía!

Ana Wagner

3 de jul. de 2008

TERMINAL










TERMINAL


Derradeiro poema
grito, despedida
lamúria de bem-querer
tatuagem cravada no peito
saudosa marca
mocidade, sanidade
cantar do cisne
irremediável verdade
escancarada
sem mentiras, censuras
sonho vivo, graça pura
gosto de eternidade.

Ana Wagner

2 de jul. de 2008

PARTO









Parto



Poeta sem rio
parida na noite
deambulando atônita
guardando a música da terra
grito final de quem não espera verão

na voz geme uma árvore...


Ana Wagner

26 de jun. de 2008

FIO PRATA


















Fio Prata

Cabeça inclinada,
lágrimas
tecendo rendas
imaginárias
lançando pontes
rumo ao nada
linhas sedosas
lembram o brilho
dos finos cabelos
olhar se perde
lembranças
saudades....

Ana Wagner

14 de jun. de 2008

DIÁRIO












DIÁRIO

Amanhece...


Cobriu-me um clarão
rompendo quimeras,
injusta verdade
derretendo neve
em ansiosa alma ,
na possível sanidade,
no nada que me pertence.

Fiz castelos de casebres,
românticos filmes,
de rota fotografia.

Em teus lábios deslizei
a alma buscando
a divina palavra
que jamais ouvirei.

Agora tudo que farei
é dançar conforme a música...

Ana Wagner

13 de jun. de 2008

NOITE DE AMOR








NOITE DE AMOR!


Cheiro de estrelas
ondas, janelas
cravo e canela
olhar dormido
lírios florindo
restos de orvalho
pétalas de ilusões
sussurrar de amor
doce e terna
maciez da pele
renasce a luz
abro os olhos
e tudo se repete...

Ana Wagner

12 de jun. de 2008

UM PRESENTE DE WADO




10 de jun. de 2008

PROFANA










PROFANA

Venha fugir comigo.
Se o mar impedir nossos passos,
Prometo que com meu cajado
Separá-lo-ei em dois,
E plantarei em seu fundo,
Com minhas mãos em prece,
Uma rosa rasa
De olhos vermelhos,
De face oposta,
De passos sóbrios,
De gestos lúcidos.

E que não venham
Dizer que tudo isso é loucura.

Mais louco
É quem não reconhece
Uma rosa rala
Plantada no fundo do mar,
Plantada no fundo dos olhos.

Mais louco
É quem não reconhece
Uma rosa rara
De olhos vermelhos.

De olhos vermelhos
De tanto chorar.

(Oswaldo Antônio Begiato)

Jundiaí, em 9 de junho de 2.008.

Ao anônimo leitor!

Gostaria de fazer
um agradecimento
aos inúmeros leitores
anônimos que me visitam
diariamente. São pessoas
de lugares distantes ou
próximos que passam
por aqui diariamente.
Obrigada anônimo leitor!

Tempo